ELIS, O FILME E A NOITE DE SÁBADO NA SERRA GAÚCHA

 

Aproveitando a estadia aqui em Gramado, resolvi ir assistir o filme da Elis no Palácio dos Festivais, lugar aliás em que o filme foi premiado no Festival de Cinema de Gramado em 2016 com o prêmio de melhor atriz para a Andrea Horta, melhor montagem e melhor filme pelo Júri Popular.

Adorei.

Achei a interpretação da Andrea Horta como Elis,  excelente, bem como a do Caco Ciocler como Cesar Camargo Mariano.

Mas o mais interessante é assistir um filme sobre um artista contemporâneo, de um tempo que você tambem é protagonista.

Posso falar de cadeira alguns errinhos do filme: quando ela se separa do Ronaldo Boscoli ( 1970) pede o divórcio. Nesta época era desquite. O divórcio só foi aprovado no Brasil em 1977.

Ela também fala um palavrão que na época a gente não usava. Passou a ser usado muitissimos anos depois.

E o sotaque carioca Já na primeira viagem ao Rio é ridiculo. Tá certo que a Elis Regina sempre renegou o fato de ser gaúcha ( O que sempre me irritou muito), mas  o pai dela falar guria e ela chiando não orna.

Foi interessante relembrar a moda da decada de 60 e 70 vestidos tubinho, casaquinhos com botões forrados, a faixa no cabelo.

As músicas escolhidas são maravilhosas, a voz dela também . O final é um pouco pesado, porque uma artista morrer aos 36 anos de overdose, deixando uma carreira consagrada e três filhos pequenos  não pode ser leve em nenhuma circunstância.

Lembro exatamente o que estava fazendo no dia que ela faleceu. Na época trabalhava na transportadora do meu primeiro marido e estava saindo para fazer o serviço de banco quando ouvi a notícia no rádio. Foi um choque. Elis faz parte da trilha sonora da minha vida.

O Festival de Cinema de Gramado foi quem deu impulso e notoriedade a cidade de Gramado.  Ele acontece há 44 anos(1972)  Só prá terem idéia do meu envolvimento com a cidade, fiz minha lua-de-mel aqui em 1974 e meus pais adquiriram a casa em 1983. Acompanhamos passo a passo, com alegria e orgulho,  toda e evoluçâo.

Saguão do Palácio dos Festivais aonde se realizam as sessôes do Festival de Cinema de Gramado é uma escultura do Kikito, prêmio semelhante ao Oscar, concedido aos vencedores.

O Kikito foi criado pela alemã Elisabeth Rosenfeld, uma das primeiras artesãs de Gramado. Inicialmente o Kikito, que é o Deus do Bom Humor, era o simbolo da cidade de Gramado e mais tarde se transformou no troféu.

Muitas vezes foi referido como Kikito de Ouro,  numa mistura com outros prêmios como a Palma de Ouro e  o Leão de ouro. Mas o troféu foi feito inicialmente em madeira imbuia pelo artesâo gramadense Xixo. Hoje ela é feita de bronze, mas claro que na cidade você compra replicas de chocolate.

Depois do cinema, Já que ninguém é de ferro, fui comer pastel na Pastelaria ao lado da Igreja São Pedro, a poucos passos do Cinema, numa noite especialmente agradável, temperatura de vinte graus, muitas pessoas na rua, barzinhos com música ao vivo. Apesar de estar sozinha, curti muito a minha companhia.

O pastel estava uma delicia e todos os nomes são inspirados em filmes.(abaixo podem se divertir com os nomes e os recheios.)

Comi um pastel salgado chamado Silêncio dos Inocentes com coração de galinha e queijo e o doce tinha o nome de Priscila, a Rainha do Deserto recheado com várias frutas.

E assim foi a noite de sãbado nesta linda cidade de Gramado, na serra gaúcha.

 

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9 thoughts on “ELIS, O FILME E A NOITE DE SÁBADO NA SERRA GAÚCHA

  1. Parabéns Silvana, por dar a nós a chance de viver isto tudo com você. Já viajei por diversos países com vc. e continuo viajando no nosso país. Continuo aprendendo e descobrindo coisas novas com vc. O blog está uma delícia. Muito show.

    1. Ivone, fico super feliz que possa colaborar com informacoes, risadas e descobertas. Obrigada por suas palavras.

  2. Adoro o que postas, me identifico muito, qdo li este parecia te ver no +pastel. Tuas descrições são bem expressivas!!!! Um abracao!!!

  3. Oi!
    Não conheço tantos lugares neste mundão de Deus, mas hoje não tenho medo de dizer que se existe realmente paraíso na terra, este lugar chama-se Gramado.

    Temos uma outra gaúcha, de Santa Rosa, que até uns dias atrás – ok, muitos anos – era chamada de Rainha e que também renega a sua “gauchísse” e chia mais que chaleira.

    Aquele abraço!

  4. Muito bom Não perdi 1 festival e nem 1 show dela em Sampa Não tenho ídolos e nem participei de fã club mas Elis como você foi minha trilha sonora Estou viajando com você no seu blog como fazia nas suas viagens Nos dê mais please Saudades

  5. Muito bom Não perdi 1 festival e nem 1 show dela em Sampa Não tenho ídolos e nem participei de fã club mas Elis como você foi minha trilha sonora Estou viajando no seu blog como fazia nas suas viagens Nos dê mais please Saudades

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