FORA DO CIRCUITO

Estou super fora da vibe de Carnaval. E olha que eu gosto.

Mas o jeito que esta se fazendo Carnaval hoje em dia nao é mais prá mim. Multidão, xixi na rua, má educação, sexo ao ar livre, drogas, brigas, arrastões, assaltos, violência, excessos não é o Carnaval que eu tenho na minha memória e muito menos uma coisa que eu gosto. Carnaval é alegria, leveza, descontração. Mas parece que isto não existe mais. 

Nem os desfiles das Escolas de samba está me animando.

Prá mim, a imagem de Carnaval atual é dos meus amigos Eduardo e Carol com os filhos em Recife. Aquele Carnaval que toda familia participa e não tem idade.

Estes são os carnavais da minha memória. Bailes do Orpheu, onde o maior excesso era cheirar lança-perfume, que nunca foi meu caso. Sempre me diverti sem precisar nenhum adicional
Baile de Carnaval de 1968. Há exatos 50 anos. Paulo Hofmann, Luciano Correa da Silva e eu
E os bloquinhos de Carnaval nos bailes de salão do Orpheu. Da esquerda prá direita Maria Lina Plentz, Elisabeth Magalhaes Mello, eu, Maria Ines Plentz e minha irmã Rosana. 1970

Somado a isto, estou longe. Teria que fazer uma viagem e viagens a gente só faz prá ter prazer, não prá sofrer. 

Então estou numa outra vibe.

A vibe da mudança, da renovação.

Agora que meu filho saiu de casa, estou reformando o quarto dele para ser um três em um: quarto de visita/sala de familia/sala de hobbies.

E o pior que, pelo meu budget, é no estilo “faça você mesmo” 

Assim nao tem lugar melhor do que o Ikea.

Mas carregar as caixas é complicado. Os 6.5 turbo estão anunciando sua chegada. Mas eu não me mixo.

Fui comprar duas pratelerias. Na loja, pedi ajuda para um atendente e nem olhei prá cara de má vontade.

Depois fui até o carro, baixei os bancos e com técnica precisa empurrei as caixas prá dentro, apesar de um cubaninho ter se oferecido prá ajudar. Aliás se ofereceu quando já estava resolvida. Mas vamos dar crédito ao indivíduo em um mundo de tanto egoísmo.

E quando cheguei em casa?

Não requereu prática nem habilidade como falavam os camelos da Otávio Rocha em Porto Alegre.

Abri as caixas e levei aos pedaços. Assim diminuiu o peso. Deu um pouquinho mais trabalho, mas não me caiu nenhum pedaço.

Seguindo o manual, que não tem nada escrito e tudo é desenhado, não tem como errar.

Agora está tudo pronto prá fase final.

E o melhor que estou fazendo no meu ritmo: um pouquinho a cada dia.

Quando estiver pronto, compartilho minha obra.

Tenho um péssimo hábito de fazer várias coisas ao mesmo tempo, até porque acho que é mais divertido. Fazer sempre a mesma coisa é muito chato.

Neste meio tempo, fui ao cinema ver o novo filme 5:17 para Paris dirigido pelo Clint Eastwood.

Eu adorei o filme, apesar da crítica não ter sido muito favorável.

O filme é biográfico, contando a história de três soldados americanos que foram passar férias na Europa e quando pegaram o trem de Amsterdam para Paris estiveram envolvidos num ataque terrorista dentro do trem, tendo sido depois condecorados como heróis pelo govêrno francês.

O filme tem uma porção de fatores que me fizeram gostar.

Primeiro era uma história real. Adoro biografias e relatos de acontecimentos.

Depois, inédito prá mim, os artistas eram os reais protagonistas do acontecido. Nunca tinha visto algo assim.

Terceiro foi a maneira que a história foi contada, mostrando um pouquinho da trajetória dos rapazes, que na adolescência sempre eram chamados na sala da direçao, um deles foi diagnosticado como tendo deficit de atenção ( parece que é moda, os professores não sabem o que fazer com as crianças e querem que os pais as dopem)

Como eu lecionei e também tive que enfrentar muitos alunos difíceis, digamos assim, e que depois se transformaram em excelentes cidadãos, me identifiquei com o filme.

Na preparação para o acontecimento chave, também mostraram aulas e práticas dos jovens soldados que ajudaram a enfrentar a situação. E que situação. O terrorista tinha uma metralhadora e 300 balas.

E ainda de bonus, várias imagens lindas de lugares na Europa que também visitei.

Prá mim uma fórmula muito boa. Tipo do filme que eu gosto, somado ao fato que gosto de closes, mostrando exatamente a emoção do personagem. É filme sem efeito especial, que não as emoções de seres humanos como eu.

Adorei e recomendo se você compartilhar das minhas idéias sobre o filme.

Um abraço

Silvana

 

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One thought on “FORA DO CIRCUITO

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