KEY WEST

Fotos tiradas do terraço do Hotel La Concha, Silvana Mandelli

O destino turistico está na minha vizinhança  e fiz viagens memoráveis pra lá ,  por isto achei que a ilha  de seis quilômetros quadrados merecia um post no meu blog.

Key West está situada no ponto mais sul dos Estados Unidos,  a apenas 90 milha (140 km) de Cuba e 127 milhas (240km) de Miami.

Apesar da distância e da beleza da cidade, minha opção foi viajar mais frequentemente  para o norte (Orlando, leia-se Disney  e outras localidades) do que pra lá, por duas razões muito simples. A estrada é de mão dupla, assim, apesar da distância ser bem menor do que Orlando, toma muito tempo. Se ocorrer um acidente então é o caos. Pára tudo.  E a segunda, porque é um destino caro.

Seven Miles Bridge

Mas, sem dúvida nenhuma,  é um destino maravilhoso, a começar por esta mesma estrada conhecida como Overseas Highway ou a estrada sobre o oceano, uma das 10 mais bonitas do mundo já que você cruza uma ponte com sete milhas, sobre o mar. Se o dia for ensolarado é de tirar o folego. Você passa por uma ponte que tem sete milhas sobre o mar. Key West já foi uma das cidades mais prósperas dos Estados Unidos no final do século 19 e deve muito a Henry Flagler que levou a estrada de ferro até lá.  Durante o trajeto,  você ainda poderá ver pedaços da antiga estrada de ferro.

Hoje é um destino turístico muito procurado, um centro de artes, uma cidade “gay friendly” que recomendo visitar com pelo menos um pernoite, primeiro pelo exposto acima: a viagem é cansativa e é bom fazer uma ou duas paradas em algum ponto como o Bahia Honda State na Milha 37, Turtle Hospital Milha 48,5 ou Theater of the Seas Milha 84.5 e segundo porque o pôr-do-sol no Golfo do México e deslumbrante e na Mallory Square, pier de Key West,  tem sempre uma celebração com artistas de rua. Está certo que sou festeira. Mas não é bom? São estas manifestações que fazem a viagem memorável.

Mallory Square, com o pier ao fundo. Foto David Beaty, 2006

Os hotéis são umas gracinhas, mas os preços também o são, no meu modo sarcástico de ser.

Se você espera curtir praia, esqueça. As praias são boas para snorkeling e diving apenas. Se você não é um apreciador destes esportes deve ir prá outro lugar. Tem apenas duas: a do lado leste é um pouquinho melhor do que a outra. Não se assustem com a cabeleira da foto da praia e com os traje. A foto foi tirada em janeiro de 1998 e e inverno no Hemisfério Norte, prá você que estava me espinafrando, ficar ciente kkkkk.

 

A cidade tem apenas duas estações: a seca(inverno) e a molhada(verão) e apesar de estar numa rota de passagem de furacões, tem tido sorte. O último que bateu por lá foi o Wilma em 2004, que também bateu na minha casa aqui em Miami. Assim é melhor evitar a temporada (jun a nov) porque furacões podem mudar a sua rota e a cidade entra várias vezes em avisos de precaução de furacões e é area de evacuação obrigatória. Preciso descrever como fica a estrada?

Se você pensar bem, esta naquela situação se ficar o bicho pega, se  correr o bicho come. Porque a época de furacões é a baixa temporada e os hotéis são mais baratos. Mas só vou falar uma coisinha: não queira conhecê-los de perto. Wilma foi um furacão que dizem categoria 2 e eu não quero ser apresentado a nenhum maior.

Quando viajo gosto de saber curiosidades sobre os locais que visito então ai vão algumas sobre Key West:

  • A famosa companhia aérea americana PanAm Airlines foi fundada nesta cidade em 1926 e fazia voos regulares para Havana. Ela operou de 1927 a 1991, e ainda hoje a marca e muito cobiçada. Imagina o que representa prá pessoa aqui que trabalhou 18 anos numa companhia aérea e pra
  • quem tem filho piloto!!!!. Hoje o local é um bar.
Antiga sede de PanAm em Key West, Foto Silvana Mandelli
Key West é mais perto de Havana do que de Miami
  • O prêmio Nobel da Literatura Ernst Hemingway viveu na cidade entre 1931 e 1939. Sua casa está aberta a visitação publica e ainda abriga gerações de gatos, sua segunda grande paixao.http://www.hemingwayhome.com/
Casa de Ernst Hemingway(meio) da esquerda para a direta varanda com a descendência de gatos, cozinha, sala, piscina (a primeira de Key West) minha mâe na entrada do escritório de EH, casinha dos gatos, escritório e escada interna de acesso ao escritório Fotos: Silvana Mandelli, 1997

Por um lado a ilha é banhada pelo Oceano Atlântico e pelo outro pelo Golfo do México.

  • A cidade recebe três milhões de visitantes, metade do que recebe o Brasil. Realizem a diferença de território.

Pontos negativos

  • É uma cidade cara, mesmo os Bed and Breakfasts
  • É pequena, não me vejo passando mais do que um final de semana.
  • Entre agosto e novembro e muitoooooooooooo úmido
  • Tem apenas duas praias e uma só e boa ( eu diria, mais ou menos)
  • Não é um destino para fazer programa com crianças

Pontos positivos

  • A temperatura entre dezembro e abril é ótima, os preços nem tanto. Lembre-se que a lei da oferta e da procura funciona neste país.
  • A cidade tem ótimos hotéis, mas os Bed and Breakfast são encantadores, construídos em prédios históricos, com café da manha incluído e uma hospitalidade que te faz sentir um habitante da ilha.
  • É uma cidade para se conhecer a pé. A melhor forma é alugando bicicletas ou scooters, mas como sou comodista gosto mesmo é do trenzinho turístico que circula pelos principais pontos turísticos da cidade. A Duval Street tem apenas 1.8 km e você vai varre-la várias vezes.

Tem uma seleção de bares e restaurantes muito bons e só pra informar ou lembrar que a sobremesa Key Lime Pie foi criada na cidade.

A cidade tem muita história para contar, algumas que você absorve rapidamente numa breve estadia outras que precisaria ficar prá conhece-la com mais calma.

E vá preparado. E uma cidade muito excêntrica,  pelo público que lá reside e a visita. Prá falar o português bem claro,  o povo rasga a fantasia. Bebem demais, saem dos limites, assim esteja preparado, Em cada esquina é um flash e a noite são váariossssss.

Fat Tuesday, Key West, Jun 2002 Foto Silvana Mandelli

Prá entenderem melhor, numa das minhas visitas havia uma concentração de gente no Fat Tuesday (bar) Não deu outra. A mulherada fazia ¨ flash” que é nada mais nada menos do que levantar a blusa e mostrar os seios. Tem vários cabarets na calçada. Meio Sodoma e Gomorra!!! E eu gosto de balada, mas não gosto de apelação e muitas vezes é o que se vê.

Ia esquecendo.

Quando viajo, crio clima, tipo trilha sonora . A música marca de uma forma incrível a sua memória.

Se quiserem fazer o mesmo a trilha sonora pra Key West não pode ser outra do que Jimmy Buffet. Apesar de não ter nascido lá, morou por algum tempo e é um apaixonado pela cidade. São dele a rede Margaritaville  (bar) http://www.margaritavillekeywest.com e Cheesburger in Paradise que começaram exatamente lá. Portanto não perca conhecer o lugar e claro, ouvir a música. Se você não conhece aposto que vai se apaixonar.

Músicas a baixar no seu Itunes:  Cheesburger in Paradise, Margaritaville, Five O Clock in Somewhere

Agora voltando a sobrevivência, vamos para a hospedagem e alimentação.

Já me hospedei no Sheraton, num Best Western, mas com certeza  o que mais gostei foi o Knowles House

Sabe quando você vira Sisi… si sentindo.

É um Bed em Breakfast, numa casa do final do século 19, muito bem conservada, que teve várias reformas para adequá-la a necessidade. Cada apartamento é decorado num estilo diferente.

No que ocupei , a decoração era colonial inglesa, mas tinha caribenha, italiana, Malibu, Tropical, Paris… Sou uma bobona porque queria pular de quarto em quarto. Adoro este tipo de frescura. Claro que é muito melhor do que você encontrar aqueles quartos pasteurizados das grandes redes americanas. ( quem te viu quem te vê ein Silvana, antes achava o máximo) Bom deixo claro que a vantagem das redes americanas é que você sabe exatamente o que vai encontrar e nos hotéis que não são rede é sempre uma surpresa. Mas hoje em dia com a Internet as surpresas são cada vez menores, não é mesmo? Então vale a pena curtir um hotelzinho exclusivo se o bolso permitir.

Café da Manhã no Knowles House, Key West, Foto: Silvana Mandelli 2006
Exuberância da vegetação, principalmente das flores e piscina do Knowles House Key West, Foto: Silvana Mandelli 2006

LIGHTBOURN INN

Outro “Bed and breakfast” que recomedo. É um pouco mais acessível, mas como tudo que é mais barato é um pouco pior, não tem o mesmo apelo.

O hotel também está listado no Registro Nacional de Prédios Hitóricos, é apenas para adultos e fica oito minutes a pé da Duval Street.

Os quartos são claros, minimalistas, todos com vista para um deck, sacada ou piscina. Tem estacionamento grátis, o que é sempre bem vindo numa cidade cara, Wi-fi necessário como água e o café da manhã está incluído.

O que ver em Key West

– Mallory Square, com sua festa do pôr-do-sol, pier, restaurantes, o aquário

– Duval Street, com restaurantes, bares, cabarets, charuteiros, galerias de arte ou seja é o coraçâo pulsante da ilha

Little White House assim chamada porque o Presidente Harry Truman adorava se hospedar nesta casa.

Marco 0 da estrada US 1 que corta os Estados Unidos de sul a norte.

 

CompartilhePrint this pageEmail this to someoneShare on FacebookShare on TumblrPin on Pinterest

3 thoughts on “KEY WEST

Leave a Reply