NOSSO ROTEIRO DE CARRO PELA EUROPA

Escolher um roteiro na Europa não é fácil. Tanto para  se ver, porém restrito a um lapso de tempo, desejo e  orçamento.

Na primeira parte da nossa viagem segui apenas o gosto e a vontade da minha filha e do meu genro, afinal era a viagem de celebração dos 10 anos de casamento e a metida era eu.

Assim repeti alguns locais que já visitei, mas que sempre são um prazer de voltar.

Na segunda criei um pequeno roteiro baseado na porta de entrada da minha amiga que era Paris.

Nos primeiros 10 dias ficamos 4 dias completos em Paris, um pernoite em Brugges, na Bélgica e 3 dias completos na região de Amsterdam, voltando para Paris com uma parada em Gent, na Bélgica.

Em Paris encontrei a amiga e iniciamos um roteiro completamente novo para mim e para ela. Pernoitamos em Epernay, na região da Champagne, passando por Reims, considerada a capital da Champagne e a cidade de coroação de mais de trinte reis franceses.

De lá fomos para a Alsácia, que maravilhosa surpresa, visitando Colmar, Riquiwihr, Eguisheim e Kaysersberg, bernoitando em Bischwihr.

Próxima etapa foi a Floresta Negra, visitando Freiburg, o lago Titisee, percorrendo parte da Schwarzwaldstrasse, passando por Triberg e pernoitando em Berghaupten.

Para concluir de Berghaupten saimos para o final da viagem, passando por Strassbourg e chegando a Paris para embarcar de volta a Miami na manhã seguinte.

 

Foram  16 dias.  1300 km na primeira parte e 1470 na segunda, totalizando 2.770 kms. Não posso dizer que tenha sido o melhor aproveitamento do tempo, mas para as condições impostas não foi de todo ruim.

Aproveitando algumas dicas para dirigir na Europa que podem nos confundir ou deixar em

PLACAS DE TRÂNSITO

Dirigir na França sem saber francês pode ser um pequeno desafio. Ainda bem que as regras dos sinais são mais ou menos parecidas em todos os lugares do mundo.

A placa que mais gosto de encontrar é a abaixo. Todas as placas em marrom, no mundo inteiro, anunciam uma atração turística. Na Europa chama super a atenção porque existem muitas placas destas que nos fazem a tentação de entrar em todas elas.

 Algumas das palavras que mais encontramos na nossa viagem

Travaux =  estrada em obras
Overt = aberto
Fermé = fechado
Rappel =  lembrete ( você encontrará abaixo do limite de velocidade para lembrete 
Prochaine sortie = próxima saída
Sortie = saída
Péage – pedágio
Sauf = exceto
cédez le passage = dê a preferêcia
Toutes directions = todas as direções
Route barre = estrada fechada
Sens unique = mão única
Suivre = seguir
Arrêt = parar
Serrez à droite = mantenha a direita
Allumez dos feux = ligue as luzes
Aire de XX = áreas de descanso
Gendarmerie = posto policial
Rue = rua

A indicação que mais encontramos foi Travaux, estrada em obras.  Até faziamos uma brincadeira porque a palavra soa como travar em português. É um inconveniente grande porque se demora mais para percorrer o trecho proposto, mas necessário, já que o inverno está se aproximando e precisam ter as estradas ok para enfrentar períodos de chuva e neve.

Estas três placas são as que me deixam mais nervosa. A primeira é contramão. Preste bem atenção por retornar pode ser muito difícil levando-se em consideração as ruas estreitíssimas das cidades históricas. 
O segundo é trânsito proibido paraa veículos outro problema, porque normalmente indica zonas de pedestres. Com esta onda de terrorismo na Europa entrar numa área destas de carro pode te criar muito problema.

 

A terceira indica preferencial.

PEDÁGIOS

Neste roteiro observamos que a França pega pesado na cobrança de pedágios, enquanto que Bélgica, Holanda e Alemanha não tem cobrança, pelo menos nos trechos que percorremos. Isto nos surpreendeu muito porque na Holanda atravessamos um tunel de quase sete quilometros e nenhum tostão de pedagio, enquanto que na França atravessamos um, com metade da extensão e foram seis euros.

 

Alguns pedágios são no sistema de pegar o ticket num ponto e pagar no ponto de saída, outros são fixos por trecho. O bom da história é que as formas de pagamento são variáveis  notas, moedas ou cartão de crédito, de longe a forma mais prática e rápida. O importante é observar os sinais indicativos e seguir a pista de acordo com o desejo de pagamento. E tome seu tempo para fazer o pagamento. Não precisa ficar nervoso porque tem alguém atrás esperando. Que esperem! Somos turistas e muitas vezes não estamos acostumados com o procedimento. Melhor fazer com calma do que fazer errado.

 

Se você quiser ficar mais seguro ou tiver curiosidade, clique aqui para saber informações e valores de pedágio em

Normalmente os pedágios são bem indicados usando mais uma indicação gráfica do que escrita, o que facilita bastante.

 vários países.  Neste site fica bem claro o tanto de pedágio que é cobrado na França. Para terem uma idéia a estrada que tomamos de Paris a Lille foram 16.30 euros, mas se você passar pelo tunel do Monte Branco serão 43.70 euros. Prepare-se.

Descobri também que a Alemanha passará a adotar cobrança eletrônica de pedágio e o visitante deverá pré registrar o veícu

lo com pagamento de 10 dias, mes ou passe anual.

Cada locadora deverá informar as condições para que o visitante não seja surpreendido.

Colocar o ticket. No painel dirá o valor. Escolher a forma de pagamento que poderã ser cartão ou dinheiro, dependendo da escolha. Alguns pedágios não dão troco, outros sim. Por esta razão que é sempre mais fácil pagar com cartão de crédito. Rapido, seguro e preciso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÁREAS DE DESCANSO

Na França principalmente, me chamou a atenção as diferentes áreas de descanso. Algumas contam apenas com espaço para estacionar, mesas ao ar livre e banheiros E são identificadas como abaixo. São os famosos Aire

Outras são completas  com banheiro, restaurantes ou lanchonetes e serviços para o carro. Aliás o que nos chamou a atenção é que os carros normalmente funcionam a diesel e o líquido tem um cheiro muito forte. Todos os postos que paramos oferecem luvas plásticas para usar durante o abastecimento. Também , diferentemente dos Estados Unidos, você abastece e depois paga, informando o número da bomba. Mas não deixe de prestar bem atenção o tipo de combustível para não ter problemas.

A qualidade das áreas de descanso variam. Algumas são muito boas, como as abaixo que encontramos na estrada Paris-Lille, porém o padrão não é homogêneo. Em algumas os restaurantes estão sob as estradas. 

CONTROLE DE VELOCIDADE

Outro detalhe a observar é que em alguns trechos o controle de velocidade é feito por radar. Assim, ficar de olho vivo e faro fino, porque as multas podem ser bem desagradáveis. O sinal abaixo é a indicação.

 

 

SEGURANÇA

Para segurança, o espaço entre veículos deve ser de dois traços da estrada. Os caminhões devem sempre estra na esquerda e possibilitar que entre eles sirva um veículo.

Acho que o trânsito flui muito bem nas estradas, com exceção de Paris, meu Deus!!!!! Dirigir e estacionar em Paris é uma saga. 

Uma das coisas que mais confunde é que ao estacionar em paralelo os veículos normalmente não respeitam a mão que estão. Assim confunde se estamos na mão certa ou não, mesmo tendo visto o sinal. Realmente ainda não descobri se isto é permitido ou não, mas não faz sentido nenhum.

Interessante também observar indicações de mudança de velocidade quando o tempo muda. Acho que fica bem claro que em situação de tempo bom a velocidade máxima é 130 e em condiçoes de chuva ou neve baixa para 110.

GPS

GPS é uma benção, principalmente nos acessos as cidades, porém sempre ficar de olho porque nem sempre o nome usado na sinalização corresponde ao usado no GPS. Esta dificuldade encontramos no aeroporto Charles de Gaulle  por causa do francês que nos fez dar várias voltas até achar a saída correta.

Uma evolução das minhas outras viagens para esta é que observei que  quando você informa o nome de uma cidade ( antes dava o ponto zero, o que pode ser um grande problema porque é zona de pedestres) o GPS agora oferece opções de estacionamento. Os estacionamentos são bem restritos quanto ao tempo de pagamento e tempo de saída. Várias vezes ficamos programando o carro antes de sair e tivemos que fazer pagamento complementar. O melhor mesmo é pagar tudo na saída, porque se você exceder o tempo terá que complementar, o que dá mais trabalho. O que não dá é sair sem estar com tudo programado. É tonteira na certa. Tinhamos como hábito já colocar os celulares prá carregar, programar o GPS, muitas vezes o do carro e o do telefone, limpar o lixo do veículo , arrumar casacos e outras coisas prá seguir viagem de uma forma tranquila.

Espero que as dicas sejam válidas prá quem também se aventurar pelas estradas da Europa.

Um abraço

Silvana

 

 

 

 

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