VERSALHES NÃO PODE DORMIR NA SUA GLÓRIA

Nosso segundo dia  de viagem foi dedicado a visitar  o Castelo de Versailles. que foi transformado em museu em 1837 e é patrimônio da Humanidade decretado pela UNESCO.

Foi minha segunda visita e quanta decepção. De 2010 a 2017, portanto sete anos, apesar de ter reparado algumas reformas achei que o local decaiu muito. Muitas salas vazias ou com pouco mobiliário, muitas obras em recuperação (imagino), muitas obras de engenharia (espero que seja para o melhor). 

Não é prá menos.

Nada menos do que três milhões de pessoas o visitam cada ano. Isto é a metade do número de turistas que o Brasil, como país, recebe num ano. Mas já vi números maiores como cinco e oito milhões. A verdade é que é muita gente.

Porém o complexo cobra bem prá ser visitado. Assim, é um pouco inadmissível que a situação esteja assim.

Talvez esta foto aérea dê um pouco uma idéia do tamanho da propriedade. I-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e!

 

 

Para facilitar a visita hoje se pode comprar o ticket pela Internet o que evita pelo menos uma fila. São pelo menos três entrada no portão principal que dá acesso ao palácio e aos jardins, compra do ticket e fila para passar pela segurança e raio x na entrada do Palácio.

Com as ameaças terroristas que assolam a França e o mundo inteiro,  não tem como escapar da revista de segurança que já é feita no portão de entrada. , tirando aliás, o brilho e a imponência do mesmo. Não dá prá ser feliz com uma tenda branca colocada ali. Mas é o que temos e é para a segurança de todos, para evitar que uma meia dúzia de malucos se explodam no meio da multidão. Além desta revista, encontramos também policiais armados até os dentes que foram uma constante nesta viagem.

Mais uma dica: se possível vá aos passeios sempre com uma bolsa pequena, evitando mochilas. Elas sempre são problema nos pontos de segurança. Se for com a mochila, ela deve ser usada prá frente, até prá evitar que aconteça o que todos viram pela Internet: o efeito dominó de uma pessoa que foi tirar um selfie e bateu numa coluna com uma obra de arte que tombou sobre outra, e outra, e outra. num movimento que parecia de um pesadelo.

Procuramos chegar cedo prá evitar o pico do movimento e também para aproveitar o dia. Quando falo em evitar a multidão, é multidão mesmo. Nós não tivemos problemas, apesar de visitar o Palácio num sábado, porque já estavamos no que é considerada, baixa estação, mas amigos que o visitaram no verão me enviaram fotos em que até caminhar ficava difícil. Eram literalmente empurrados pela massa. Aí é complicado e tira o prazer da visita. Não dá nem prá curtir. É por esta e por outras que detesto viajar pela Europa durante o verão.

Para evitar isto existem duas sugestões ou visitar o interior do castelo bem cedo, ou depois das quinze horas, sempre lembrando que as segundas-feiras ele está fechado.

Nosso hotel estava estratégicamente localizado entre a Torre Eiffel e o Castelo,  com uma estação do RER (trem)  a 900 metros. Desta forma, o acesso foi super fácil, viagem tranquila, trens modernos.

 

Só prá esclarecer  a grande Paris é servida por 15 linhas de metrô e cinco linhas do RER. O Metrô está dentro do perímetro urbano, enquanto que o RER vai um pouco além.

O RER C é quem dá acesso ao palácio de trem.

Versalhes esta localizada a apenas 16 quilômetros do centro de Paris. Oportunamente vou escrever um pouco como andar de metrô em Paris. Acho que se ambientando com o metrô a cidade está a seus pés.

A partir da estação de trem é apenas caminhar cinco minutos para o acesso ao palácio. Aliás, assim que se sai da estação já existem pessoas indicando o caminho, não dos mais simpáticos é verdade, mas indicam.

Versalhes é celebrado pelo mundo como o Palácio dos Palácios, símbolo da riqueza, do poder absoluto e dos excessos da corte francesa, o castelo impressiona em todos os sentidos. Seja por sua dimensão ou pela riqueza de detalhes da arquitetura e decoração. seja pela perspectiva e geometria dos seus jardins.

Este portão me leva a loucura. E lindo demais. Os detalhes são maravilhosos. Até a Malu observou que havia muito ouro em tudo. Foi tão expontânea a observação que tive que rir. Mas o mais engraçado que eu ia contando histórias prá contextualiza-la. Então contei que neste castelo morava o rei e a rainha e que eles morreram porque cortaram a cabeça deles. Morreram??????? me perguntou ela surpresa. Pena que escrevendo não consiga descrever o tom de surpresa tipo assim, como é que um rei e uma rainha morrem…. Os da Disney estão sempre vivos. Dai prá diante tive que contar muitas e mutias vezes a história da Rainha e principalmente de Napoelaão, que ela se encantou.

Mas como falei, infelizmente a manutenção está deixando a desejar. Salões cada vez mais vazios e a estrutura para receber toda esta quantidade de visitantes deixando muito a desejar, principalmente no que tange a toiletes. Nunca fui a banheiros tão fedidos como os do palácio. Talvez seja para ambientar os visitantes com a realidade da realeza francesa nos séculos 16 e 17.  Mas acho lamentável, porque o valor do ingresso não é barato  e eles cobram por cada parte do castelo que é visitada.

Esta foto dá uma idéia que dia tranquilo tivemos. Conseguir uma foto sem ter uma pessoa dentro dela realmente não é fácil.

Relembrando a história Versailles foi a casa dos Reis da França e o símbolo da elegância e estilo da Velha Europa. Ele começou a ser construído em 1631 como uma despretenciosa casa como base para a caça, por Luis XIII. Foi Luís XIV que construiu o castelo nos moldes que conhecemos e mudou o govêrno e a família para o local e 1682. Chegou a abrigar 20 mil pessoas.

Versalhes permaneceu o epicentro da realeza francesa até 1789, quando uma população enfurecida e esfomeada, principalmente mulheres, protestaram contra Luis XVI e sua mulher Maria Antonieta, levando a dupla de volta para Paris e tendo o fim que todos conhecemos a guilhotina.

O palácio encanta não só por suas instalações para principalmente por seus jardins, que Maria Antonieta amava tanto que criou um espaço somente seu.

Para quem adora a realeza, Versalhes é um prato cheio para imaginar a vida da realeza, visitando os salões privados, inclusive os apartamentos do rei e da rainha.

Mas sem dúvida nenhuma a sala mais famosa e que mais encanto produz nos visitantes é a Grande Galeria ou o Hall dos Espelhos, que foi palco não só de grandes eventos da realeza mas também definiu momento histórico do século vinte. Neste local foi assinado o Tratado de Versalhes, dando fim a Primeira Guerra Mundial em 1919. O paradoxo é que este tratado impôs inúmeras retaliações a Alemanha, ironicamente predispondo a instisfação que contribuiu para a ascensão do Nazismo e para o estopim da Segunda Guerra Mundial. Mas ninguém tem bola de cristal , não é mesmo?

Os lustres e os espelhos se sobressaem, mas a sala e ricamente pintada. Sem palavras prá descrever a maravilha que é.
Galeria das Batalhas. Dificil explicar para a Malu. Nestas visitas é que a gente vê o tanto de briga aconteceu.

 

JARDINS DE VERSALHES

Se o Palácio é grande, os jardins são maiores ainda. Ao paisagista ( nome chique para jardineiro)  André Le Nôtre  são as honras de ter planejado este e outros belos jardins franceses, que se caracterizam por ter um estilo formal, com distribuição padronizada de trilhas e bosques, cercas vivas e flores, lagos e fontes, numa precisão e simetria que deixa todo mundo de queixo caido. Eu, que tenho duas mãos esquerda prá jardinagem fico ainda mais impressionada como é que conseguem criar tudo isto e desta forma. Mal e mal consigo dar água prá uma orquídea florescer novamente.

Os jardins franceses são onersosos porque tem muitas plantas que precisam ser podadas constantemente.

O projeto levou 40 anos para ser finalizado e exigiu enorme trabalho. Grandes quantidades de terra tiveram de ser movidas para serem colocados os parterres floridos, a Orangerie, a exuberante Galerie dês Glacês (onde foi assinado o Tratado de Versalhes), as fontes e o canal, onde antes havia bosques, campos gramados e áreas pantanosas. A terra foi transportada em carrinhos de mão, as árvores foram trazidas de todas as partes da França e milhares de homens participaram da montagem.

São cerca 1.400 fontes e muitas esculturas de bronze. O eixo central dos jardins é o Grand Canal, um lago de quase de 2 quilômetros de comprimento, criado com o propósito de refletir o pôr do sol e formar mais uma das belezas de Versalhes. Pela janela central do hall de espelhos do palácio, os visitantes podem admirar a paisagem, com uma perspectiva que conduz o olhar pelo parterre de água até o horizonte.
Malu pode comprovar, assim que chegou a magnitude dos jardins a partir do Castelo

Falando em fontes, me irrita num grau que as fontes de Versailles, nas duas vezes que visitei, estavam desligadas. Queria saber a razão.

Em alguns dias da semana existe uma programação musical nos jardins, que não achei nada demais, mas que serve prá cobrar mais uma graninha. 

Ficamos encantados com os arbustos tipo coxinha de galinha .

Infelizmente fizemos a visita com um pouco de chuva.

Para percorrer todo tem-se que andar muito. Mas é possível alugar um carrinho elétrico por 40 euros a hora, o que vamos combinar, não é nenhuma promoção. Há também um mini-trem que cobra 7.50 euros que vai até o Petit Trianon , o ponto de interesse mais distante dos jardins.

Para qualquer lado que se caminhe o jardim é cheio de recantos, que faz o encanto das criancas. Apesar do tamanho ( claro que não andamos por todo o jardim) Malu aguentou bem., com alguns colinhos do papai.

 

Na volta da visita ganhamos um presente extra.

Estava se realizando um casamento na Prefeitura da cidade de Versalhes, cidade aliás que tem 86 mil habitantes. Não sei qual era a nacionalidade dos noivos, mas a tradição era diferente da nossa. Muita música e dança antes de se dirigirem para a cerimônia.

 

 

No blog Conexão Paris

tem mais dicas sobre Paris e seus arredores. Abaixo um iconográfico resumindo os dados fabulosos do Palácio de Versalhes feito pelo blog. Alguns números são contraditórios, mas um pouco prá mais um pouco prá menos não tiram o brilho e a magnitude do local

 

Informações ùteis

Sempre importante checar diretamente no site do local sobre valores de ingresso, exposições e eventos de temporada e outras informações relevantes, como o horário de funcionamento. Atentar para o horário no verão e no inverno.

Site oficial do Palácio de Versalhes

Outra dúvida que ocorre é usar ou não usar o audioguide para a visita. Depende do tempo que você tiver disponível e da quantidade de pessoas no local. Se você tiver tempo, claro que é mais enriquecedor, mas demora mais em cada ponto, o que , se tiver multidão não será possível porque você será arrastado por ela. Sempre sou mais favorável e estudar um pouco antes e depois para memorizar  e entender melhor o que se passou em cada local. 

 

Um abraço

Silvana

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